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Música.

Música... quero ouvir música. Uma bem lenta e calma que cadencie meus passos, e atire-se no espaço dos meus sonhos vagos.
Ouço os acordes, melodia doce e  calma, que afaga, que suplica uma infame agonia, dos braços ávidos e mãos inconstantemente sapientes, que acordam e queimam a pele, um vai e vem de sensações, e dos sons retiro a alegria, sinto tudo até o que não sentia. O veludo, a umidade, a vontade... apenas sinto.Tudo é som, contrações, ressonância, vibração.
E não mais que de repente se fez o silêncio, não ouço mais dó, nem o ré nem o mi, e então  distante.... bem distante um gemido fáduo de gozo incontido de prazer e beleza rara. O que seria um piano de calda, ou uma cálida lira?
Encontrei a fonte do som, que vinha das mãos que tocavam o instrumento de forma ávida... ele então relaxou, refletiu... e de seu espanto se fez o canto, e instrumento sem som revigorou em encanto.
Porém o prodigioso músico queria mais... muito mais do instrumento não conteve-se, e por sua vez o instrumento flexionou  tornando-se  mais maleável a seu toque acetinado , e a fricção entre o arco e as cordas ficou intensa , uma harmonia errante de formas belas e constantes que só podia se chamar... música.
INGRID CARVALHO
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2 comentários:

Gildney disse...

Se estivesse em sua casa e ela pegasse fogo. e vc só tem 1 min p sair dela, oque vc pegaria e levaria contigo...?

Bjoo

me responde Hj.

ingrid Carvalho disse...

Respondi ontem e mantenho a resposta!! descidi que não tem ninguem na casa. Continuo a levar a bolsa rsrss !!pq tem coisas que não precisamos escolher se levamos ou não conosco. Pq elas sempre estão com a gente, a cada minuto, hora ou segundo.

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