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Mostrando postagens com o rótulo Contos

JOÃO E MARIA

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Havia dias que eu não tinha motivos para sorrir, minha vida se transformou em algo que beirava a morte. Era uma dor de chamuscar a pele,  de doer os ossos. Eu já não andava mais era prisioneiro de minha própria cama. Enquanto remoía meus amargores, uma menina muito de mim conhecida de face rosada entrou pela porta, minha vizinha, Maria.  Vestido de chita, cabelo em trancas, boca vermelha sem precisar sequer de baton, assim era Maria. Logo minha inveterável amiga de roubos de mangas do quintal de seu Elias, deitou-se do meu lado na cama. Ela assoviava, baixinho. Então de súbito me disse: -Vamos brincar! disse ela virando o rosto e olhando em meus olhos. Eu perguntei: - De que Maria, não posso me levantar, não posso sair da cama ? Ela respondeu: -De sorrir João! disse ela cinicamente para mim, com olhos meio abobalhados. Eu lhe questionei grosseiramente: - Que brincadeira é essa de sorrir Maria? Ela respondeu -Você sorrir, e digo Iiiiiiiii. Disse-me rindo com a rima boba que ha...

ELA

Olhe o rosto dela, que lindo rosto ela tem. Você pode ver, com certeza pode ver, ela é uma garota linda. Tudo ao seu redor é luz e prata, todos sabem disso, ela é linda. E para piorar a situação ela me matem na palma da mão. Eu posso atravessar o mundo e ainda sim ela será a garota mais linda que já vi. Ela preenche cada esquina, cada rua, cada estrada, como se fosse feita em preto e branco ela é pura arte, a Lua lhe sorri, ela é uma rainha, a mais bela que já vi.  Ela te faz ficar atento quando você estava pensando em nada, pois não existe nada, nada, além dela, e se você ainda não sabe vai descobrir que ela gosta de te deixar pensando em uma palavra, uma palavra que só você sabe, só você sente. Ela pode não ser a mais alta, mais neste momento  ela está olhando para mim, meu Deus ela está olhando para mim! Eu posso ver seus olhos me olhando enquanto finge ler uma revista, o seu olhar queima, é só isso que posso dizer, por que agora estou suando sem controle, o que há comig...

PAIXÃO

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Me negas um beijo, em resposta lhe dou cem. Teus lábios mentem contradizem teu olhar, um olhar tão profundo que me põe a pensar se teus lábios mentem ou se estou a me enganar. Porém meus olhos sentem o teu corpo inflamar, porém a tua boca insiste em me  negar, mas teu coração desmente batendo irregular. Mesmo assim prossigo, apesar de teus nãos, pois sei ler teu olhar com enorme precisão, olhar tão quente quanto a mais tenra noite de verão. Mais que teu olhar sei escutar o seu coração, diz coisas que sua boca nega em vão. Escuto com primazia o silêncio do teu coração, pois são todos teus os meus versos que escrevo com paixão. Nos meus lábios à o paladar do vinho, escrevo com mais emoção. Quando olhar nos teus olhos está noite me verei neles como num espelho, verei também tua alma a lerei de frente verso. E no teu silêncio ouvirei o que sentes. INGRID CARVALHO

SOLUÇO

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Era noite, o sino da igreja já não batia.  Acordei sobressaltada com um soluço que me invadia. Afoguei minha garganta em água para acabar com aquela agonia, mais não parava nem pausava, eu apenas gemia. Olhei pela vidraça da janela e um olhar firme me seguia, seu olho era amarelo,ele simplesmente reluzia. Suas penas extremamente brancas, coisa rara e macia.  Solucei alto, a coruja piou, moveu a cabeça e me olhou. Eu lhe encarei de volta o que ela queria, eu não era o Harry Potter muito menos sabia magia. Suas assas se abriram longas e luxuosas, ela se atiro contra o parapeito da janela, respirei fundo, ela arranhava o vidro, um barulho brutal que esmagavam meu ouvido, era gutural. Não sabia explicar seu comportamento anormal, foi quando vi do meu lado do vidro um outro animal, entre soluços gritei era um rato afinal. A coruja se debatia mais não encontrava o sucesso fatal. Ela então piou baixinho e voltou a sua posição inicial. Já não soluçava mais o susto o levou embora. Eu v...

VENTO

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O vento acaricia meu cabelo, suave ele desliza. O meu cabelo tem cheiros de rosas, o vento passa pelo meu rosto, um tormento! Nos meus olhos entram poeira eu lacrimejo. O vento ondula minha blusa, provocando pequenas ondas, em vez de me aliviar do calor o vento queima e incendeia, abusa, pois é um vento de verão e nele só há paixão. Ele comprime meu corpo contra a parede, não me movo estou contente, pois é um vento de outono, mais brando, suave mais de forma selvagem me lembra das folhas que caem , secas e que sem vida não voltam mais. Ele comprime meu quadril lembrando que o tempo não volta atrás. O vento então me sopra a boca, me deixa de pernas bambas, é um vento de inverno coisa extremamente louca.Ele lambe meu rosto de forma fugaz, cortante e gelada  é a sensação que o vento trás. O vento da primavera trás flores pra mim é calmo mais não menos denso diz tudo que quero ouvir. Ele é brisa e algo a mais. O vento que ventava já não venta mais e as borboletas continuam a voar mesmo...

VIDRO

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Eu andei pela rua, andei mais um pouco, parei, olhei , continuei a andar pela rua. Na rua tinha gente, gente que andava descontente. Na rua de gente descontente vi  uma menina, face de porcelana manchada pelo róseo de suas bochechas, vestido vermelho de cetim coisa mais linda que já vi. Ela pulava corda toda dona de si. Um, dois, três pulava assim. Quatro, cinco e seis continuava, depois voltava ao um, me perguntei por que ela não conta até dez, supus que não soubesse. Porém deixei pra lá. Continuei a caminhar pela rua de gente descontente. Quando vi um caco de vidro, o homem a minha frente em vez de joga-lo no lixo o chutou para longe, sem sequer olhar na direção que o objeto fora. E sumiu por uma esquina. Foi num relance, que o tudo aconteceu, o pneu do carro furou, o motorista não freio e o vestido vermelho ensanguentou. Seis  o número de vezes que os pais lhe diziam te amo. Seis  o número de irmãos que tinha. Seis o número de cartinhas que havia escrito ao seu amado ...