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SORVETE

Está tão quente, a àgua já não me alivia, quero sorvete!
Mais você sabe do que é feito o sorvete?
Pra quem não sabe vou dizer, preste atenção nos meus versos, pois são de sabores diversos. Poema com flocos e cobertura de chocolate, e pode ser que depois desse debate, eu coma um delicioso sorvete de pistache.
Sorvete é feito de muita pureza, sabor e delicadeza, que alivia e alimenta, como um céu de pequenas estrelas.
O sorvete esfria o que está quente, e deixa toda a gente sorridente, e não há quem não fique contente seja adulto criança ou adolescente. Em bolinha em espiral ou num palito, sorvete é sempre bem vindo.
Tem casquinha, cascão, picolé, sorvetão, amor e paixão que  se encontram no verão. Lambuzem as bocas, chupem os dedos, sorvete é pra isso mesmo não há por que ter respeito. 
E nessa prossa ritmada me lembrei do pistache, e também do de chocolate, da calda cremosa, dessa coisa gostosa que derrete na boca e que de repente vai embora.

 INGRID CARVALHO


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PAIXÃO

Me negas um beijo, em resposta lhe dou cem.
Teus lábios mentem contradizem teu olhar, um olhar tão profundo que me põe a pensar se teus lábios mentem ou se estou a me enganar.
Porém meus olhos sentem o teu corpo inflamar, porém a tua boca insiste em me  negar, mas teu coração desmente batendo irregular.
Mesmo assim prossigo, apesar de teus nãos, pois sei ler teu olhar com enorme precisão, olhar tão quente quanto a mais tenra noite de verão.
Mais que teu olhar sei escutar o seu coração, diz coisas que sua boca nega em vão. Escuto com primazia o silêncio do teu coração, pois são todos teus os meus versos que escrevo com paixão.
Nos meus lábios à o paladar do vinho, escrevo com mais emoção.
Quando olhar nos teus olhos está noite me verei neles como num espelho, verei também tua alma a lerei de frente verso. E no teu silêncio ouvirei o que sentes.

INGRID CARVALHO
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SOLUÇO

Era noite, o sino da igreja já não batia. 
Acordei sobressaltada com um soluço que me invadia. Afoguei minha garganta em água para acabar com aquela agonia, mais não parava nem pausava, eu apenas gemia.
Olhei pela vidraça da janela e um olhar firme me seguia, seu olho era amarelo,ele simplesmente reluzia. Suas penas extremamente brancas, coisa rara e macia. 
Solucei alto, a coruja piou, moveu a cabeça e me olhou. Eu lhe encarei de volta o que ela queria, eu não era o Harry Potter muito menos sabia magia.
Suas assas se abriram longas e luxuosas, ela se atiro contra o parapeito da janela, respirei fundo, ela arranhava o vidro, um barulho brutal que esmagavam meu ouvido, era gutural. Não sabia explicar seu comportamento anormal, foi quando vi do meu lado do vidro um outro animal, entre soluços gritei era um rato afinal.
A coruja se debatia mais não encontrava o sucesso fatal. Ela então piou baixinho e voltou a sua posição inicial.
Já não soluçava mais o susto o levou embora.
Eu versos o rato não existia fui embora, o sofá não era macio mais me servia por hora. Quando raiou o dia olhei  pela janela e vi um rato perto de uma coruja morta em meu jardim.  Ele lambia as patas, a coisa mais horrível que já vi.
Meu pai entrou e falou : Acredita! Atropelei uma coruja no jardim!
Eu respondi entre um soluço: Acredito sim!

INGRID CARVALHO
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VENTO

O vento acaricia meu cabelo, suave ele desliza. O meu cabelo tem cheiros de rosas, o vento passa pelo meu rosto, um tormento! Nos meus olhos entram poeira eu lacrimejo.
O vento ondula minha blusa, provocando pequenas ondas, em vez de me aliviar do calor o vento queima e incendeia, abusa, pois é um vento de verão e nele só há paixão.
Ele comprime meu corpo contra a parede, não me movo estou contente, pois é um vento de outono, mais brando, suave mais de forma selvagem me lembra das folhas que caem , secas e que sem vida não voltam mais. Ele comprime meu quadril lembrando que o tempo não volta atrás.
O vento então me sopra a boca, me deixa de pernas bambas, é um vento de inverno coisa extremamente louca.Ele lambe meu rosto de forma fugaz, cortante e gelada  é a sensação que o vento trás.
O vento da primavera trás flores pra mim é calmo mais não menos denso diz tudo que quero ouvir. Ele é brisa e algo a mais. O vento que ventava já não venta mais e as borboletas continuam a voar mesmo sem ter vento a ventar. Pois o vento mesmo assim está lá.
INGRID CARVALHO
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Selos!

O blog ganhou alguns selos! :) Muito obrigada a todos!

Agradecimentos pelos selos aos blogs:
Fatos e livros
Conscientemente inconsciente
Pensamentos Aleatórios

Do blog  Pensamentos Aleatórios de Juliana Alencar ganhei esse selo :
Quem receber esse selo deve falar um pouco do blog que lhe deu e indicar cinco.O blog pensamentos Aleatórios é um blog de textos autorais bem escritos e produzidos por  Juliana Alencar uma menina muito criativa e de sentimentos profundos!
Agradeço-lhe o selo fico muito feliz com sua gentileza!!

Indico pra esse selo :

Ganhei dos blogs Conscientemente Inconsciente e  Fatos e Livros o seguinte selo:


Agora eu devo indicar mais dez blogs e responder as outras coisinhas, e os blogs que eu indicar devem fazer o mesmo:
 Os indicados são: 
Questionário do selo:

 Conte um sonho que você tem:
Escrever um livro.

- Uma frase que te veio agora na cabeça:
" O amor é uma flor roxa que nasce no coração dos trouxas"

- Seu maior medo:
. Perder meus pais.

- Um livro que você leu e ficou sonhando:
.Rush Rush

- Seu (sua) melhor amigo:
.Regiane

-Uma música que te faz sonhar:
. Warderwall (oasis)

- Você tem um amuleto?qual é?
.Não

- Conte um sonho que você teve e ficou com medo:
. Um morte de gente morrendo das piores maneiras no meu sonho.
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DESASTRADA


Dia quente, ela escorrega no batente da porta, ela cai como sempre, menina desastrada, por que não consegue ficar de pé?
Ela senta, espera, espera, espera mais um pouco, ninguém fala com ela, e quando falam é irrelevante, o seu descontentamento é gritante. Ela fica lá sentada sozinha repetindo as mesmas frases a todos, uma,duas, três vezes até perder a conta. Ela pensa nas possibilidades nas coisas que devia ter feito ou deixado de fazer, o seu descontentamento continua gritante.
Então ele chega senta-se a mesa a sua frente e lhe pergunta:
- Como foi o final de semana?
Ela responde: - Foi bom.
Ele:- Ainda vai continuar com ele?
Ela:- Vou.
- Ele não vai te fazer feliz! diz ele em tom de brincadeira.
- Ele vai me fazer feliz. Ele vai me fazer feliz.... por um tempo, triste, mais estou falando a verdade, tudo acaba  não é?
Ele: - é!
Eles voltam á seus afazeres monótonos o dia começa a acabar e a noite a chegar.
Antes de sair ela bate o joelho na mesa, menina desastrada não faz nada direito. Ela assobia baixinho a rua está cheia, a menina desastrada vai levar muito pisão no pé esquerdo.
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FUNDAÇÃO.

É Sábado a noite, tudo está bem, excerto pelo fato de você está com aquele olhar.
Estou contado uma história qualquer, e você acha ela chata, logo pensa em algo pra dizer.
Então eu digo com aquela voz que você acha irritante: Oh que comentário inteligente querido!
Sempre achei que cinismo pouco é bobagem, se vamos ser cínicos que o façamos com maestria.
Mais no fundo estou tentando colar com a cola mais vagabunda as rachaduras dessa fundação. Eu sei que não é certo isopor não gruda com cola de papelão.
Toda vez que você está chateado eu sorrio, sei que deveria esquecer isso mas não consigo.
Você as vezes me diz que eu chupo muito limão, por ser tão amarga. E eu lhe respondo: Preferia ficar com seus amigos eles tiram o gosto amargo da minha boca.
Sim isso foi infantil, mas me dá arrepios te provocar.
Os meus dedos são as únicas coisas que seguram essa fundação, mais tudo está desmoronando em vão.
Eu sei que deveria esquecer mais não consigo, cola de papelão não serve para isopor e  não conserta corações.
INGRID CARVALHO

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DIÁRIO

DIÁRIO ATUALIZADO:  EU ODEIO ISSO!
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ROTINA

Raio o dia, ela tomou banhou escovou os dentes, tudo rotina. Na sua boca um sorriso fagueiro, me dava até agonia. Seu ritmo acelerado dia e noite, noite e dia. O café sempre amargo, torradas tostadas eram a sua alegria. Na mesa não nos olhavamos, eu encarava o prato, prato bonito era aquele que admirava com fervor, pois coragem me faltava, para olhar em sua direção. Ela sabia, eu sei que ela sabe, talvez já saiba a muito tempo da minha hipocrisia. Ela me olha de esgueira à muito e ao meu toque escapava. 
Ela levanta-se, me olha de relance e então se vai. Queria sair daquele martilho diário que se transformou minha vida queria que a flecha em meu coração desaparecesse e a culpa se esvaísse. Ela sabia, tenho certeza ela sabe. Passei o dia a pensar enquanto revisava os documentos: Ela sabia, ela sabia.
De noite ela deitava ao meu lado, nem um beijo na face ela me pedia.

Raio o dia, ele se espreguiçava, boceja, se levantava e ai começava seu dia. Na sua boca não havia sorriso, havia apenas uma veia pulsante em sua testa, me dava até agonia. Calmo sempre calmo naquele marasmo dia  e noite, noite e dia. Na mesa nosso olhos não se miravam, as bocas retraídas, toalha da mesa bonita era aquela que eu encarava  para não fitar seu rosto. Ele sabia, eu sei que ele sabe,talvez já saiba a muito tempo da minha hipocrisia. Não me olha nos olhos, e seu toque não é mais igual. Queria que esse sofrimento acabasse  que a flecha em meu coração desaparecesse e a culpa se esvaísse.Passei o dia a pensar: Ele sabe, ele sabe.
De noite ele deitava ao meu lado, e nem um beijo na face me dava.

Eles não sabiam.

INGRID CARVALHO
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VIDRO

Eu andei pela rua, andei mais um pouco, parei, olhei , continuei a andar pela rua.
Na rua tinha gente, gente que andava descontente. Na rua de gente descontente vi  uma menina, face de porcelana manchada pelo róseo de suas bochechas, vestido vermelho de cetim coisa mais linda que já vi.
Ela pulava corda toda dona de si. Um, dois, três pulava assim. Quatro, cinco e seis continuava, depois voltava ao um, me perguntei por que ela não conta até dez, supus que não soubesse. Porém deixei pra lá.
Continuei a caminhar pela rua de gente descontente. Quando vi um caco de vidro, o homem a minha frente em vez de joga-lo no lixo o chutou para longe, sem sequer olhar na direção que o objeto fora. E sumiu por uma esquina.
Foi num relance, que o tudo aconteceu, o pneu do carro furou, o motorista não freio e o vestido vermelho ensanguentou.

Seis  o número de vezes que os pais lhe diziam te amo.
Seis  o número de irmãos que tinha.
Seis o número de cartinhas que havia escrito ao seu amado vizinho.
Seis o número de vezes que rezava o pai nosso antes de dormir.
Seis  os beijos que recebia ao acordar.
Seis  os minutos que pulou corda naquele dia.
Seis metros foi  a distância percorrida pelo caco de vidro.
Ela realmente não precisava contar a até dez.

Porém....

Dez foram os pedaços de vidro espatifado.
Dez vezes foi o número de minutos que seu coração parou.
Dez  foram as vezes que sua mãe rezou.
Dez foram os anjos que vinheram em seu favor.
Dez foram os dedos que fizeram seu coração pulsar.
Dez foram as lágrimas que nunca vinheram a se derramar.

INGRID CARVALHO.
10 FORAM OS MINUTOS QUE LEVEI PRODUZINDO ESSE TEXTO(rsrsrs).
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HUMOR

Eu não sei o que estou escrevendo, ouço pios de coruja que atravessam a noite!
Estou expressando meus sentimentos, meus sentimentos mais ignorados, que moram bem lá no fundo de uma caixa de sapato. 
Então me esquece um minuto, por que está lendo meu texto se não gosta do que está registrado, se cada linha cada traço te causa grande embaraço.
Eu não quero nem saber, meu humor não é coisa pouca, é arredio, é fugaz é.... coisa louca.
A beleza não é fundamental, como diria Vinicius de Morais, mais a beleza está em tudo até no estante mais soturno. Porém na fraqueza nessa não há beleza, mas não é nada que me valha recitar, nesse momento falho onde nem tudo é válido, onde não cabe o traço do poeta mas as asas de um Arcanjo, que encha de encanto todo esse pranto.
Eu não causo alvoroço nem tumulto só algo simples mais não menos fosco, algo que vai além do profundo.
Porém não sou algo absurdo, me encaixo bem neste mundo, mesmo que as vezes falte uma peça que leve ao distúrbio.
Não liguem para meu humor sou fogo de palha, meu fogo chamado mal humor se acende com estupor ,mas logo se apaga, vira chama fina, vira gargalhada.

INGRID CARVALHO
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DIÁRIO

DIÁRIO ATUALIZADO: CHÁ.
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LUA

Era noite, não chovia mais. As nuvens cessarão seu pranto, e o céu abriu em encanto.
Vi então uma Lua mingua, fina, linha,  Lua em seu quarto minguante.
Olhei o pequeno ponto de luz perdido em meio o vazio das estrelas, já eram duas da manhã,o céu já não era tão negro.Ouvi um borbulhar leve como de uma taça de champagne em meio a luz fina produzida pela Lua. 
A Lua então saiu de sua imobilidade e de sua mudez para me perguntar:
-O amor está condicionado a sua cabeça?
Respondi: -Sempre achei que sim, sempre escolhi gostar de alguém ou desgostar, sempre foi assim. Porém agora gosto de alguém que desgostava que não se encaixa no meu perfil. Ainda vejo o Amor como algo sem lógica e prejudicial de certo ponto, mas fazer o que o amor está condicionado ao coração e não a cabeça, para nosso azar ou sorte sabe-se lá!
Ela perguntou novamente: -Então ele não se encaixa no perfil que você queria que ele se encaixasse?
Respondi: -Ele realmente não se encaixa no perfil que sonhei pra mim. Ele é ciumento, mandão, dominador, e dramático, o problema é que eu sou isso tudo e muito mais.Será uma briga atrás da outra se ficarmos juntos. Porém apesar dos meus surtos egocêntricos, e de meu humor volátil, faria ele se sentir especial para mim, de um jeito que nenhum outro foi.
Ela falou: - Abra seu coração parece que está apaixonada.
Eu disse então: -Eu não me apaixono! Dificilmente isso ocorrerá, preso pela razão, paixão é ausência de razão. Mais isso não me impede de gostar! Porém me questiono o que é razão?A razão pode ser qualquer coisa até paixão não é?
A Lua não respondeu apenas voltou a questionar: Ele sabe?
Respondi: Sabe! Mais talvez não entenda!
A Lua perguntou: E você entende?
Respondi: Não!
Os fogos ainda estouravam anunciando que um novo ano já havia começado quando a Lua calou-se, e o céu voltou a nublar e as nuvens a chorar.


INGRID CARVALHO,  
by perguntas de um formspring conhecido.
repondidas desta vez  por mim, 
e perguntadas por uma Lua curiosa. 
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