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Tic-Tac

Tic-tac, bate o relógio. Tic-tac sem demora.
Tic-tac passa a vida, tic-tac outra hora.
As respostas desenhadas, pensadas e constantes, como os ponteiros do relógio como as passadas de um gigante, e o relógio anda, anda ainda pra mais distante, onde as almas não calam só jorram incessantes.
Tuas respostas eram tão indiretamente diretas que pararam o relógio, e por um  momento me esqueci do tempo, das horas, dos minutos , dos segundos,  e de tudo que não cabe nestes versos.
Dos estudos poéticos de tua língua árdua  me ative a história prosaica e tutora do tempo, da melancolia do passado, e que outrora forá a gloria, a paixão o desejo, a razão  e o sentimento tudo o que aflora dentro do teu peito .
Porém tua língua não queria história, queria biologia, e das asas de um anjo irrompeu a anatomia. Um convite daqueles difícil de se recusar. É aquele tipo de insinuação que te arrepia a pele e te faz desejar. Um desejo fogo de palha que se incendeia e se apagar com o soprar do vento, que num dado momento se fez repleto de significado, das coisas não ditas dos versos calados.
O fogo se instigue e o relógio volta a se mover, e entre os seus tic-tac rápidos desejo uma boa noite pra você. 
Ingrid Carvalho
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3 comentários:

Gildney disse...

Boa tarde minha pequena anjinha.

Li suas palavras, que me deceu de forma suave e doce, algo q me faz ficar em silencio p uns 2 segundos.

Pensei em falar "faço minha as suas palavras", mas eu não faria tão brilhante texto, vc tem um dom.

Boa tarde...

ingrid Carvalho disse...

me desculpe

Gildney disse...

Não se desculpe vc não fez nada...

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