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Cereja...

Deitei, pensei, levantei,ouvi, pensei, não aquele pensar banal! Eu pensei... aquele pensar de franzir a testa de apertar os meus olhos, que de tão pequenos viram apenas um traço. Pensei, suspirei... por um longo momento continuo e difuso, não há sol que me esquente a face, não há vento que me sopre respostas fúteis e sonsas no ouvido, não há olhar que queime minha pele e dissolva meu pensamento.Apenas não há nada que me tire disto nesse momento. Expresso, sinto, revivo, fico a remoer, e um pequeno nó a dias esquecido retorna a minha garganta.
Estou há pensar, pensei este dia inteiro, não foram os lírios nem os girassóis muito menos as minhas estimadas rosas que me fizeram pensar. e sim a cereja que abruptamente sem pedir licença me questionou e me pois a sentir e tentar  me fazer compreender para mim mesma. 
O que sou, por que faço, por que refaço ou deixo de fazer, por que sinto, por que omito, por que finjo não saber?pensei.... pensei divaguei e continuei a pensar.
A cereja então impertinente como sempre voltou a me questionar.
O que te apetece, o que te escarneia,o que te freia, o que te faz querer vomitar,?
O que te afaga, o que te faz gemer, o que te faz desejar?
O que você quer, porque você quer, o que te faz suspirar?
O gosto da cereja era doce sem eu nem ao menos a ter colocado na boca, porém me lembrava do seu gosto, um doce, tão doce, surpreendente doce, para quem não gosta de cereja. Me deleitei... me esqueci ...
Mas então voltei a pensar... e a cereja interrogadora, brilhou de forma aveludada e convidativa novamente. eu sabia o que viria a diante, mais perguntas, mais questionar, mais sempre mais.
Encarei a cereja como ela podia ser tão invasiva, como ela sabia.... sabia ... será que sabia... será que eu sabia... será que o saber sabia...o seu brilho fosco me acendeu novamente, revivi a opulência de seu vermelho vivo, e de seu sabor adocicado extremamente agradável, que começava a fazer falta ao meu paladar. Tentei mudar a direção de meus pensamentos, a menta me pareceu a solução! Porém nada me tirava a vontade da cereja questionadora e teatral!
Então abri, desenrolei e coloquei na boca. Porém não me satisfez, não era tão doce nem tão gostosa.
A cereja era penas um cereja, e não aquela cereja.
E a cereja questionadora que agora se dissolvia em minha boca, eu suspirei e respondi: - Eu não presto ,mais você é má por me fazer pensar, cerejas são cerejas e que mal há em simplesmente me calar.
E se fez o silêncio novamente... e a cereja em minha boca suspirou em quanto derretia em minha língua, e eu suspirei, pois sabia a resposta de cada pergunta cerejarrrr, apenas as escondia, bem no fundo do pomar.
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4 comentários:

Juliana A. Matos. disse...

Fantástico! *-*

Gildney perfil 2 disse...

Vc não se cansa de fazer isso né!?!?

já que fez isso vou dizer qual é o seu crime, como sei que és uma pessoa má duvido muito que queira sair dessa vida, seu crime é:

1- Me deixar em silencio ao comentar seu texto

2- Saber que isso vai acontecer e não querer parar

3- Me deixar angustiado por usar passagens que tendem a acabar com meu cérebro.

Sentença: Seu caso foi levado a avaliação enquanto o juiz determina sua punição.

Gildney perfil 2 disse...

bjóÒ

ingrid Carvalho disse...

Meus textos "pensantes" costumam mesmo ser oblicos e disimulados!E Juliana agradeço o seu fantastico mais os seus textos são de babar!
Quanto ao gil... minha vida criminosa é exitante, e como sou boa no que faço não me lembro de ter sido capturada, então sem criminoso não há crime e o juíz não pode me sentenciarkkkkkkkk

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